SER TRICOLOR......

Tricolores do céu e da terra, é hora do reconhecimento.
O futebol brasileiro tem muito a agradecer ao Fluminense, e vice-versa. Estranho, logo no primeiro parágrafo, ler esta palavra vice em um texto sobre um clube tantas vezes campeão, senhor absoluto do futebol carioca, nacional e internacional.
Explico: o futebol brasileiro deve agradecer ao Tricolor das Laranjeiras pelo pioneirismo do clube na implantação do profissionalismo e ao seu fundador, Oscar Cox, por ter trazido uma bola de couro ao Rio, objeto único na cidade no começo do século.
O Flu também deve um “obrigado” ao futebol brasileiro. Um não... vários ::: a urubus, bacalhaus,foguinhos e timões da vida, que tantas alegrias nos vêm dando.
Para ser tricolor, é preciso, antes de tudo, ter bom gosto. Tenho dúvidas se pode-se nascer tricolor... Mas a partir do momento em que a pessoa adquire discernimento – virtude não de tantos assim – ela vira torcedora do Fluminense.
Não importa idade, classe social, endereço, naturalidade, filiação. Importa, sim, o bom gosto. Nélson Rodrigues, um dos nossos orgulhos além-gramado, dizia que nossa torcida era tão grande e diversificada que até entre os mandarins e esquimós acharíamos pares.
Somos uma elite, sim, mas uma elite democrática, aberta a todos os que sabem optar pelo melhor. Acho até que inventamos o urubu tão somente para afastar de nossa arquibancada as pessoas que desprezam o refinamento.
É mais ou menos como uma trilha sonora de novela que é desmembrada em CDs single de Chico Buarque e Zezé de Camargo e Luciano...
É lógico que em quantidade a dupla caipira será imbatível na venda.
Mas alguém tem dúvidas sobre o disco de melhor qualidade?


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