Minha Válvula de Escape...

Levava uma vida sossegada... Gostava de sombra e água fresca... Meu Deus quanto tempo eu passei, sem saber!! Foi quando meu pai me disse:: Filha, vc é a ovelha negra da família!! Pois bem... esse meu diário é único!! Meu lugar de desabafo, de conversa, de companhia... Deus me abençoe e me guarde!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E outra Batalha foi dignamente vencida!!!

Amigos, o Fluminense está na finalíssima. No dia dois de dezembro, a América novamente voltará os seus olhos para o Estádio Mário Filho. Desta vez, tenho certeza, o triunfo será das três cores que traduzem tradição. A vitória contra o Cerro Porteño merece um troféu à parte. Explico: não foi uma vitória qualquer. Não. Foi uma vitória obtida com sangue, suor e lágrimas. Repito: sangue, suor e lágrimas. Os jogos contra os times da América do Sul são verdadeiras batalhas. Nós brasileiros temos que vencer na bola, e temos que aguentar a pancadaria. Como batem os adversários. Por vezes, tenho a sensação de que um zagueirão portenho sacará um revólver e atirará no atleta tupiniquim, ali mesmo no gramado. Vejam o que fizeram com o Gum. Numa covardia gratuita, deram-lhe uma cotovelada na cabeça. E lá estava o nosso beque estirado no chão, sangrando. Dizia eu no começo que o Fluminense obteve a vitória com sangue, suor e lágrimas. Já expliquei o sangue. Antes disso, o Cerro Porteño abrira o placar, em bate-rebate na área. O placar de 1 a 0 levaria a batalha para a injustiça e a crueldade da disputa de pênaltis. O Fluminense sentia o cansaço das seguidas decisões, e tinha dificuldades para penetrar a defesa paraguaia. Quando conseguia, lá estava Barreto, a muralha, defendendo até pensamento. Na ausência de recursos técnicos, os paraguaios seguiam descendo o sarrafo. Os estrangeiros batiam, e os brasileiros apanhavam. E também o argentino Conca sofria com as pancadas desleais. A pancadaria foi tamanha que dois guerreiros tricolores, Maicon e Digão, precisaram sair do jogo, machucados. Já o Fluminense lançou-se todo para o ataque. Quanta felicidade senti ao ver nosso time de garotos molhando o manto tricolor de um suor épico. Sangue, suor e lágrimas. As camisas encharcadas provam o suor. O cronômetro se aproximava dos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Eu, na arquibancada, já calculava como seria a disputa de pênaltis. Subiu a placa com três minutos de acréscimo. Eles provariam que eu estava errado. O profeta me avisou, como se necessário fosse: "o último minuto é doce, o último minuto é santo". Meu irmão Ramón completou: "o último minuto é tricolor". Ele não estava comigo, mas eu ouvi sua voz. Um desses milagres que o Fluminense consuma. Conca levanta na área. A defesa paraguaia tenta afastar e não consegue. E então surge o meu personagem da quarta-feira: Gum gira e chuta. Gol. Ao meu lado, na arquibancada, o profeta chora. Eu disse sangue, suor e lágrimas. Estão explicadas as lágrimas. No desespero, o Cerro Porteño ainda tenta um ataque derradeiro. E sofre um contra-ataque fatal: gol de Alan. Fluminense 2, Cerro Porteño 1. E então começou o combate dentro de campo. Inconformados com a derrota, os componentes da delegação paraguaia partem para cima dos brasileiros, que finalmente revidam. O goleiro reserva Fernando Henrique deu uma voadora espetacular num paraguaio que tentava agredir outro tricolor. Um amigo meu afirmou, com os olhos rútilos e o lábio trêmulo: "essa voadora merece uma crônica". Vou pensar no assunto. Terminada a carnificina, podemos finalmente comemorar. Fluminense Football Club, você se recusa a perder. Fluminense Football Club, você joga o melhor futebol do Brasil em 2009. Fluminense Football Club, conquiste a América. Os torcedores vivos, doentes e mortos estarão no Maracanã a te empurrar. Será a nossa mais bela vitória.

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