Minha Válvula de Escape...

Levava uma vida sossegada... Gostava de sombra e água fresca... Meu Deus quanto tempo eu passei, sem saber!! Foi quando meu pai me disse:: Filha, vc é a ovelha negra da família!! Pois bem... esse meu diário é único!! Meu lugar de desabafo, de conversa, de companhia... Deus me abençoe e me guarde!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

QUEM TEM RAZÃO?? AS MÃES OU AS FILHAS??

Uma é mãe, a outra é filha. Uma, a extensão da outra, difícil destino que se entrelaça, revolta-se, recusa-se, esperneia, reflete-se, trapaceia. Uma é a outra amanhã, outra foi aquela ontem. Uma, menina; outra, mulher. Brincando de casinha, de boneca, procurando estrela do mar, fazendo castelo, aprendendo a nadar. - Não quero comer, não quero. - Come os legumes, eu espero. Olha só o aviãozinho, anda, come, senão o aviãozinho some! Crescem, saem, riem, se completam. Não querem saber de ninguém. Ficam as duas muito bem. A mãe veste a blusa da filha, a filha a saia da mãe, mãe e filha refletidas numa inversão divertida. Mas a filha vai crescendo e a mãe nem vai percebendo. A mãe corta o cordão umbilical da filha quando esta nasce. A filha, quando adulta, corta os laços. A mãe, para existir, se dá à filha. A filha, pra poder viver a rejeita. Em que momento da vida deixaram de ser cúmplices? Quando é que pararam de se divertir? Contar histórias? Trocar de roupa,Rir? Desde quando que a mãe chora? Quando é que a filha foi embora? Uma já viveu ao seu modo o que a outra vive agora. A filha é a criança da mãe; a mãe, o super-ego da filha. A filha se enche de impaciência diante da mãe; a mãe, de amor pela filha. Ambos os sentimentos se extrapolam em ninharias ridículas. Uma fez isso, outra aquilo. Uma agiu assim, outra assado. Quem terá razão? As mães ou as filhas? A filha não agüenta mais nada. A mãe sempre agüenta mais uma. A filha nada contra a mesma maré que um dia embrulhou a mãe. A mãe estende-lhe a mão, delicada. A filha recusa, indignada. - Me deixa nadar sozinha...Sempre a mesma ladainha. Quantas ondas grandes a mãe teve que furar? Quantas arrebentações driblar? Onde estará ela, a filha? Ali, boiando, e a mãe a se preocupar que se afogue, nas ondas verdes da vida. - Me empresta o carro, mãe, pra eu ir à festa? - Por que não põe uma roupa mais transada, filha, e cê vai sair sem batom? - Ai, meu saco, dá pra me emprestar o carro? - Queria saber da peça que você viu. - Mãe, foi tudo uma chatura. Anda mãe, cadê a chave que eu tô cansada e ainda por cima com fome... - Então dorme aqui, vê se come... - Esquece. Não quero ficar. - Pena, tinha tanta coisa pra contar... - Ora, mãe, para de fazer drama, você quer me controlar? A mãe dá a chave e pede que a filha tenha cuidado com a violência. Em cima da mesa um bilhete:- Mãe, desculpe o mau humor, mas é que ando uma pilha... Afinal, quem tem razão, as mães ou as filhas? Pense, e seja feliz! TE AMO FILHA!!! Beijo da mamãe Flunática e tb MARInática

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