Minha Válvula de Escape...

Levava uma vida sossegada... Gostava de sombra e água fresca... Meu Deus quanto tempo eu passei, sem saber!! Foi quando meu pai me disse:: Filha, vc é a ovelha negra da família!! Pois bem... esse meu diário é único!! Meu lugar de desabafo, de conversa, de companhia... Deus me abençoe e me guarde!!

sábado, 28 de novembro de 2009

A MAGIA!!!

O sentimento é inexplicável, indescritível, mas real. E muito intenso. O Estádio Mário Filho é a minha segunda casa. Que arrepio é aquele que eu sinto quando subo aquelas rampas? É como se cada jogo do Fluminense fosse a minha primeira vez no Maracanã. Com direito a frio na barriga, arrepio na espinha, e lágrimas cismando em brotar nos olhos. É como se daquele cimento emanassem todos os gols, todas as defesas, todos os dribles, todos os desarmes, todas as lágrimas e todas as histórias ali vividas. Tudo de uma vez só, sem dar tempo de reagir. As pessoas próximas me perguntam por quê eu sempre vou. Digo que não tenho vergonha na cara, disfarço... mas não perco por nada!!! Por vezes, o Fluminense está mal, o adversário é ruim, o ingresso é caro, e o jogo não vale nada. E mesmo assim eu estou lá. Não entendem que minha presença ali é quase uma obrigação. Um compromisso do qual não posso - e nem desejo - fugir. No fim das contas, não importam os jogadores que envergam as três cores. Não importa o resultado. Não importa o adversário. O importante é estar lá. O importante é ser testemunha da história, e - quem sabe - dela participar. O importante é empurrar o verde, o branco e o grená. E o que dizer da tempestade de bandeiras e de pó-de-arroz? Os cânticos ao fundo, os onze adentram o gramado. E a minha vontade é parar o tempo. É por isso que, domingo, eu vou ao Maracanã. E você? FLU x Vitória.... Tô lá!!! Empurrando os 90 minutos... peleando nossa peleja!!! Vaamos pra cima FLUZÃO!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E outra Batalha foi dignamente vencida!!!

Amigos, o Fluminense está na finalíssima. No dia dois de dezembro, a América novamente voltará os seus olhos para o Estádio Mário Filho. Desta vez, tenho certeza, o triunfo será das três cores que traduzem tradição. A vitória contra o Cerro Porteño merece um troféu à parte. Explico: não foi uma vitória qualquer. Não. Foi uma vitória obtida com sangue, suor e lágrimas. Repito: sangue, suor e lágrimas. Os jogos contra os times da América do Sul são verdadeiras batalhas. Nós brasileiros temos que vencer na bola, e temos que aguentar a pancadaria. Como batem os adversários. Por vezes, tenho a sensação de que um zagueirão portenho sacará um revólver e atirará no atleta tupiniquim, ali mesmo no gramado. Vejam o que fizeram com o Gum. Numa covardia gratuita, deram-lhe uma cotovelada na cabeça. E lá estava o nosso beque estirado no chão, sangrando. Dizia eu no começo que o Fluminense obteve a vitória com sangue, suor e lágrimas. Já expliquei o sangue. Antes disso, o Cerro Porteño abrira o placar, em bate-rebate na área. O placar de 1 a 0 levaria a batalha para a injustiça e a crueldade da disputa de pênaltis. O Fluminense sentia o cansaço das seguidas decisões, e tinha dificuldades para penetrar a defesa paraguaia. Quando conseguia, lá estava Barreto, a muralha, defendendo até pensamento. Na ausência de recursos técnicos, os paraguaios seguiam descendo o sarrafo. Os estrangeiros batiam, e os brasileiros apanhavam. E também o argentino Conca sofria com as pancadas desleais. A pancadaria foi tamanha que dois guerreiros tricolores, Maicon e Digão, precisaram sair do jogo, machucados. Já o Fluminense lançou-se todo para o ataque. Quanta felicidade senti ao ver nosso time de garotos molhando o manto tricolor de um suor épico. Sangue, suor e lágrimas. As camisas encharcadas provam o suor. O cronômetro se aproximava dos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Eu, na arquibancada, já calculava como seria a disputa de pênaltis. Subiu a placa com três minutos de acréscimo. Eles provariam que eu estava errado. O profeta me avisou, como se necessário fosse: "o último minuto é doce, o último minuto é santo". Meu irmão Ramón completou: "o último minuto é tricolor". Ele não estava comigo, mas eu ouvi sua voz. Um desses milagres que o Fluminense consuma. Conca levanta na área. A defesa paraguaia tenta afastar e não consegue. E então surge o meu personagem da quarta-feira: Gum gira e chuta. Gol. Ao meu lado, na arquibancada, o profeta chora. Eu disse sangue, suor e lágrimas. Estão explicadas as lágrimas. No desespero, o Cerro Porteño ainda tenta um ataque derradeiro. E sofre um contra-ataque fatal: gol de Alan. Fluminense 2, Cerro Porteño 1. E então começou o combate dentro de campo. Inconformados com a derrota, os componentes da delegação paraguaia partem para cima dos brasileiros, que finalmente revidam. O goleiro reserva Fernando Henrique deu uma voadora espetacular num paraguaio que tentava agredir outro tricolor. Um amigo meu afirmou, com os olhos rútilos e o lábio trêmulo: "essa voadora merece uma crônica". Vou pensar no assunto. Terminada a carnificina, podemos finalmente comemorar. Fluminense Football Club, você se recusa a perder. Fluminense Football Club, você joga o melhor futebol do Brasil em 2009. Fluminense Football Club, conquiste a América. Os torcedores vivos, doentes e mortos estarão no Maracanã a te empurrar. Será a nossa mais bela vitória.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bendito seja esse momento!

Bendita seja a Libertadores com que sonhamos.
Bendito cada nome que foi designado.
Benditos os garotos que sempre revelamos.
O peso da história.
O respeito conquistado.
Malditas sejam as lembranças dolorosas.
Maldita a impotência.
A injustiça que vivemos.
O "voltarmos pra casa",Cada um por seu caminho.
As finais sem jogar.
E ficarmos pelo caminho.
Bendita a anestesia geral às dores.
A tristeza que curamos com abraços.
E as gargantas que se rompem com os gols...
Nos sentimos os melhores por um instante.
Malditos os sorteios e os grupos da morte.
Os controles propositais que definiram nossa sorte.
Malditos os mesquinhos que jogam sem poesia...
Os que batem, os que invejam, os que quebram e machucam.
Bendito seja o orgulho pelo qual entramos em campo.
O campo de várzea e a bola que não se mancham.
A TV que repete aquele drible.
Estufar a rede dos outros tb é bom.
Inflar o peito dos nossos!
Merecer a camisa!
Os turistas. Os cronistas.
Os patrocinadores. Os amigos.
O HINO!
E as mulheres assistindo as partidas!
Benditas as supertições que dão resultado.
As risadas e os choros que guardaremos pra sempre.
E bendito este momento que é um presente do futebol.
De poder mudar nosso destino.
E sentir outra vez...
Aos olhos do mundo...
Toda glória...E a maravilha...
De ser FLUMINENSE....
Vamos pra cima Deles... Fluzão!!